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Publicado em 17/10/03


 

Conhecimento ou Competência?


Por Leda Maria da Silva Senra Costa

 

Através da globalização aumentamos o nosso vocabulário com uma relação de palavras que refletem a velocidade com que a informação está entrando na vida dos profissionais, como por exemplo: CEO, Empowrment, Downsizing, Reengenharia, Portfólio, Market-share, Stakeholders, Headhunthers, Ebit, EVA, Rightsizing, empreendedorismo, Bentchmarking, e muitas outras que neste exato momento devem estar sendo popularizadas no meio empresarial. Temos muitos desafios pela frente como a competição, a que diariamente somos submetidos. Até os nossos paradigmas ficaram ultrapassados, como a permanência em um mesmo emprego (ou cargo) por longo tempo. Antes era considerado um ganho, mas atualmente essa estabilidade possui uma outra visão: está tendendo para ser um atraso, pois aqui foi considerado o ponto de vista que a acomodação não traz crescimento para a competitividade. Na atualidade, temos que estar sempre enfrentando desafios, correndo riscos e enfrentando o "inimigo", para que tenhamos a motivação para lutar e conseguirmos o reconhecimento.

 

Ao analisarmos a hierarquia das necessidades de Maslow, utilizada na Origem da Teoria Comportamental, podemos distinguir claramente entre o antes e após a globalização. Considerando que a pirâmide de Maslow, referendada aqui como o antes, dentro de uma perspectiva e objetivo pessoal, tínhamos as necessidades: Fisiológicas, Segurança, Social, Estima e Auto-Realização, sendo validadas da base para o pico, uma após outra, seguindo a própria hierarquia.

 

Atualmente, podemos considerar, pela dinâmica imposta pela modernização empresarial, que essa escala se apresenta em forma de pilares, funcionando como pistões.

 

Assim, somos favoráveis à idéia de que, ora o empregado se encontra na sua auto realização, ora está transitando pela segurança. Mas isso passa a ocorrer em nível de igualdade e não em hierarquia como dizia Maslow; o seu funcionamento pode ser mostrado como pistões em movimento: ora um está acima ora outro está abaixo. Dependendo da situação em que o empregado se encontra, ele se enquadra na sua necessidade e procura meios próprios de desenvolvimento e treinamento para se resguardar e acionar alguma outra base, como a estima ou a auto realização. É de relevante importância esta observação tendo em vista que o empregado fica navegando nos pilares como uma forma de reagir e acompanhar a instabilidade apresentada hoje no mercado de trabalho.

 

Então a nossa capacidade que antes era avaliada, basicamente, através de conhecimento técnico, hoje está sendo testada pelo nosso empenho e desenvolvimento através de recursos próprios. Isto nos tornará atualizados e competitivos. Tudo isso combinado com os objetivos e estratégias empresariais mostraremos à empresa o valor da nosso conhecimento. A empresa valorizará o profissional que participa de seu sucesso, tornando-a competitiva e consequentemente garantida a sua sobrevivência.

 

O profissional do conhecimento tem que estar sempre pró-ativo e focado na trilha que a empresa necessita, integrando-se aos pontos que serão fundamentais à sobrevivência, e é fato que o equilíbrio entre os interesses pessoais e empresariais é o nosso próximo desafio, pois teremos que gerir o nosso conhecimento e suprir as nossas carências para atingirmos objetivos comuns. É uma nova era, é a era da Gestão do Conhecimento.

 

Dentro da Gestão do Conhecimento, o profissional do futuro deverá estar amparado nos seguintes itens:

  • Exercitar a previsão - Pense no futuro não sobre o presente ou o passado;
  • Aprender de forma contínua - A vida deve ser uma experiência de aprendizado contínuo;
  • Buscar o crescimento - Não confie no corte de custos. Isso só vai levá-lo a ficar onde está. Focalize novas oportunidades para o crescimento;
  • Agarrar a vantagem - Busque mudar o ambiente e não adaptar-se a ele. Crie novos mercados em vez de confiar nos já existentes;
  • Criar futuro - Ele está lá aguardando que você o molde como quiser.

A Educação tem um papel fundamental nesse processo, pois será um facilitador e incentivador dos profissionais para que consigam suprir as carências relativas aos objetivos na moderna vida empresarial.

 


Leda Maria da Silva Senra Costa é Professora de Administração e Administração Financeira - Centro Universitário de Volta Redonda - UniFOA. Contato com o autor.


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